A polêmica da mamadeira -
Chupeta e mamadeira podem causar danos. Associe a tarefa de tirá-las da rotina aos momentos de carinho com seu filho
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"O uso de chupeta e mamadeira é histórico. Faz parte de nossa cultura. Listas de enxovais para bebês as incluem. Já foram vários os modelos e estímulo não falta. Quantas vezes o cansaço de noites mal dormidas nos levou a insistir no uso da chupeta ou a dar uma mamadeira para resolver nosso problema? Mas seriam estes hábitos adequados? É um assunto controvertido, com opiniões diversas, inclusive entre médicos, dentistas, fonoaudiólogos e psicólogos. Pesquisas têm sido desenvolvidas para se verificar quais seus efeitos e quanto existe de interferência negativa. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) acaba de determinar que produtos do gênero tenham nos rótulos a frase: “O uso da mamadeira, bico ou chupeta prejudica a amamentação e seu uso prolongado prejudica a dentição e a fala da criança”. Serão proibidas propagandas desses produtos.
Bebês têm realmente necessidade de sucção. O aleitamento materno propicia satisfação nutricional, afetiva e de sucção. O ideal é mantê-lo o maior tempo possível (ao menos nos primeiros seis meses) para que exista um bom desenvolvimento geral, assim como das estruturas faciais, da coordenação e força muscular, e das funções da boca. Se a criança necessita de maior período de sucção, a chupeta pode ser oferecida somente após a amamentação, ao deitar e por breve período. Não associe o uso da chupeta às situações de frustração ou recompensa.
O problema é que a fase de necessidade de sucção do bebê passa, porém a chupeta e a mamadeira ficam. Muitas crianças não sugam a chupeta, permanecem com ela na boca, às vezes de boca aberta, com acúmulo de saliva, mordendo-a ou até colocando seu êmbolo embaixo dos lábios. A mamadeira freqüentemente tem o furo aumentado e é oferecida à criança deitada, o que gera excessivo fluxo de leite. A criança, para bloqueá-lo, realiza um movimento de língua inverso do que seria um padrão adequado de sucção.
Essas situações podem contribuir para o desequilíbrio muscular e funcional da face. A musculatura pode tornar-se flácida, a posição dos dentes anteriores pode modificar-se, o palato (céu da boca) pode ficar mais estreito e profundo aparecendo dificuldade em manter a boca fechada, mastigação desordenada e até um padrão de fala com a língua entre as arcadas dentárias distorcendo os sons. Pesquisas mostram que tais efeitos prejudiciais dependem da duração, freqüência e intensidade do hábito. Os efeitos dependem do tipo de face da criança, ou seja, da direção de crescimento craniofacial (geneticamente determinada). Alguns tipos de face, como as mais longas e estreitas são mais suscetíveis às interferências negativas destes hábitos.
Se o uso de chupeta e/ou mamadeira já é um hábito presente em seu filho, a pergunta seria: como retirá-las? Não será fácil. Se necessário, procure ajuda de um especialista. Associe a tarefa aos momentos de carinho ao lado de seu filho. Dedique a ele alguns minutos a mais. Pegue-o no colo, ou sente-se ao seu lado com o copo de leite (se preferir coloque um canudo) e conte uma história. A criança não vai deixar de tomar o leite se tiver prazer em fazer isso ao seu lado. Defina com seu filho que deve desistir da chupeta, seja firme e sustente a decisão. Apóie o esforço dele com seu carinho. Converse, faça cafuné, cante uma música enquanto o sono chega. Aproveite, eles crescem rápido!" - entrevista da fonoaudióloga Esther Mandelbaum Gonçalves Bianchini Fonoaudióloga clínica, especialista em Motricidade Oral, mestre em Distúrbios da Comunicação para revista IstoÉ Gente.
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Aos poucos, podemos ir substituindo a mamadeira, pelo copo. Sugerimos o SIPPY TAKE AND TOSS, que ajuda muuuuuuuuuuuuuuuito os pequeninos. Além de ter sempre imagens de personagens super queridos pelos pequenos.Atenção apenas, pois por serem de plástico, facilitam o acúmulo de bactérias e fungos. Realizem a higienização sempre que necessário, inclusive, mantendo a tampa, de cabeça para baixo, de molho, dentro de uma vasilha com um pouco de água sanitária.
Boa Sorte mamães!

